segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PIEDADE DOS GERAIS,BOM DEMAISSSSSSSSSSS

PIEDADE DOS GERAIS

Desde setembro de 1987 Nossa Senhora vem aparecendo em Piedade dos Gerais - MG, transmitindo as Mensagens do Céu à Comunidade Fraterna e aos peregrinos que vão em busca da Palavra de Deus e das bênçãos.





Perdão pelas minhas falhas, minhas culpas, meus pecados.Jesus, perdão pela minha fraqueza, pelo meu orgulho, pela minha falta de fé, perdão!Oh Espírito Santo de Luz, seja a minha esperança, minha sabedoria, minha inteligência, para que diante de Vós, Pai, Filho e Divino Espírito Santo, eu possa receber e alcançar o perdão. Amém.
“Na hora em que o mundo perdoar o mundo será transformado”
Oração ensinada por Nossa Senhora na festa de passagem de ano.

"O limite posto ao mal é definitivamente a Divina Misericórdia" Papa João Paulo II"O mundo está sustentado pela Misericórdia de Deus" Papa Bento Xãos do Céu.
HISTÓRIA DAS PRIMEIRAS APARIÇÕES
A Escolha Divina História do Caneco
As Flores da Nova Estrada
O Cavaleiro do Cavalo Branco
O inimigo de Deus se Avizinha
A Primeira ApariçãoA Segunda ApariçãoA Formação do Grupo
Os Novos Videntes

ESCOLHA DIVINA
Desde toda a eternidade, Deus quer a salvação da humanidade. Esta deve se voltar completamente para Ele, através de uma verdadeira conversão e da vivência do Santo Evangelho.
Para que isso aconteça, será necessária uma restauração nos corações dos homens, para a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo ao mundo.
Então Deus olhou em todos os cantos da terra, sondou cada coração e escolheu um lugar,uma nação,uma cidadezinha e uma família para colaborar na preparação da humanidade para este acontecimento.
O lugar deveria ser simples, humilde e rico de amor. As pessoas deveriam estar aptas para acolher cada semelhante como o próprio Cristo e, acima de tudo, serem muito tementes a Deus.
Assim, uma região montanhosa das Minas Gerais foi escolhida para dar lugar a tal privilégio: Piedade dos Gerais, uma cidade com aproximadamente 1.200 habitantes, afastada das agitações das grandes metrópoles e escondida entre os encantos da natureza.
A 2 Km da cidade, na Fazenda Barro Vermelho, vivia o casal Antônio Xavier de Santana e Maria José Diniz de Santana, ao qual Deus concedeu sete filhos. São eles: Irene, Geraldo, Irenize, Marilda, Euclides, Juliana e Antônio Augusto.
A família predestinada vivia humildemente nos afazeres cotidianos. E com muito sacrifício lavrava a terra, pastoreava o gado e cuidava do avô viúvo Sr. Euclides (atualmente falecido, pai do Sr. Antônio). A Santa Missa dominical sempre foi Sagrada. O catecismo, a oração e os encontros promovidos pela paróquia, cada vez mais proporcionavam à família o crescimento e a instrução na fé, a fortaleza e uma maior união. Desta forma, tinham o pão espiritual tão necessário aos filhos de Deus.
Assim, o Senhor Deus em sua infinita graça e sabedoria escolheu o Brasil, o estado de Minas Gerais, a pequena cidade de Piedade dos Gerais e a humilde família Xavier de Santana para manifestar ao mundo a sua misericórdia.
Segundo a Santíssima Virgem Maria, Deus escolheu o Brasil por ser uma nação perseguida pelas nações ricas. O Brasil será o primeiro país a se transformar. Do Brasil jorrará a Misericórdia para o mundo inteiro.
O motivo da escolha da família Santana, Ela disse: “É um designo de Deus desde toda eternidade!”

A HISTÓRIA DO CANECO
Deus quis provar se a família escolhida para receber a Rainha do Céu estava apta para a grandiosa graça, e enviou uma visita inesperada...
Estando o Sr. Antônio e o seu filho Geraldo a capinar a fazenda, avistaram uma mulher, sentada perto da fonte de água. Aproximaram-se dela até uma certa distância, e começaram a conversar...
Ela disse que vinha da Bahia e que estava fazendo uma caminhada a pé, para a Cidade de Aparecida, ao Norte de São Paulo. E que não seguiria viagem, sem conhecer Piedade dos Gerais. Relatou ser mãe de dois filhos, um grande e outro pequeno.
Ao ser repreendida por não conseguir chegar ao seu destino, devido à longa distância, ela deu a seguinte resposta: “Vou meu filho, porque confio em Deus, e com Deus a gente vai longe! Eu ando devagar, mas não me canso. Nossa Senhora Aparecida é muito milagrosa, e eu quero alcançar a graça de curar a minha vista. Meu filho, a coisa mais triste é a gente não enxergar a luz do dia.”
Segundo ela, seu Marido, o Mírio, estava limpando um lote na casa do Padre. Seu modo de falar era muito diferente, assim como as palavras: pareciam ter outro sentido.
Ela procurava por água corrente, para lavar suas vasilhas, disse ela: “A pobreza Deus ama, mas a sujeira Deus detesta.”
Ela encontrou a água como queria, mas segundo ela, mais importante do que lavar as suas vasilhas era aquele acontecimento, aquele encontro, e aquela acolhida da família.
A seguir, ela caminhou em direção à fonte, e tomou daquela água. Seu caminhar era sereno e delicado. Não se podia notar o mover de seus passos.
Ela pediu ao Sr. Antônio uma vasilha, para que pudesse levar e continuar tomando daquela água. Então o Sr. Antônio trouxe água, biscoitos e um caneco com café e leite.
Ela agradeceu: “Como você é caridoso e sabe partilhar o que tem!”
Enquanto tomava o café com leite, ela fez algumas revelações a respeito da descendência do Sr. Antônio e da sua família.
Ao se despedir, agradeceu a todos, pegando na mão de cada um, e disse: “Eu agradeço muito este tempo que vocês estiveram aqui comigo, foi de uma importância muito grande, fui muito bem recebida! Eu não vou me esquecer de vocês, e quero que vocês não se esqueçam de mim.”
Pensando o Sr. Antônio em se tratar de uma leprosa, resolveu inutilizar o caneco. E na cidade confirmou com várias pessoas a passagem da desconhecida. Todos confirmaram ser ela uma índia leprosa. Mas as suas vestes eram diferentes em cada lugar por onde havia passado. Porém, com a mesma serenidade, por eles nunca vista. Ela pegou na mão de algumas pessoas e disse a elas que estavam abençoadas.
Na casa paroquial, também foi confirmada a passagem da andarilha. Só que lá ela não tinha nenhuma bagagem, por isso ganhou um par de chinelas.
E o nome que foi dado pelas crianças à andarilha: é “MÍRIA”, a mulher do Mírio!
Algum tempo depois, Deus enviou Nossa Senhora a essa mesma família: humilde, simples e acolhedora. Família capaz de acolher sem distinção a todos os que procuram, como a Míria, “água corrente.”
Em uma aparição, Sr. Antônio pediu à vidente, que perguntasse à Nossa Senhora pela pobre Míria. Nossa Senhora deu a seguinte resposta: “Aquela pobre que esteve aqui, esteve a mandado de Deus. Se ela não tivesse sido acolhida, aqui ela ia morrer. Mas como o pai destas crianças foi acolhedor, ela pôde sobreviver e seguir a caminhada até Crucilândia, onde morreu. Então o anjo Gabriel disse para Deus: “Na entrada de Crucilândia tem uma pobre morta”. Deus disse: “Traga-a para o Céu.” Hoje ela está no Céu, e é a Santa Rosa Míria. Dê um recado a seu pai: Aquele caneco, onde aquela pobre tomou café com leite e ele não usa, diz a ele que pode usar porque não faz mal nenhum.”
Uma parábola acompanha suas explicações, porém não estão contidas neste pequeno resumo. Abra seu coração que o bom Deus lhe mostrará.
O caneco ainda hoje existe, embora um pouco amassado, gasto pelo tempo e pelas pessoas que pedem para tomar água no mesmo caneco que a pobre Míria tomou.

As Flores da Nova Estrada
Quando ainda não conhecíamos Piedade dos Gerais, e nem muito menos o Vale da Imaculada Conceição, pelos moradores da região era chamado de Fazenda do Barro Vermelho.
Uma fazenda simples, onde morava o Sr. Euclides Xavier de Santana, seu filho Antônio Xavier de Santana, sua nora Maria José Diniz de Santana (D. Tilica) e seus 7 netos, filhos do casal.
Sr. Euclides era viúvo de Maria das Dores de Santana, mais conhecida como Dona Cola. Euclides era enérgico, possesivo e autoritário, causando um certo medo aos freqüentadores da fazenda, que iam para buscar lenha em sua propriedade. Como bom pai, queria proteger a herança para os filhos e netos.
Os homens trabalhavam como lavradores e pequenos criadores de gado. A esposa e filhas nas tarefas da casa, nos cuidados da horta, na criação de galinhas... Todos colaboravam. Com sacrifício e muito amor abraçavam honestamente a vida humilde que Deus lhes concedia.
Certo dia, Sr. Antônio trabalhava intensamente como de costume. Já era por volta de meio-dia, e muito tinha ainda a ser feito. Ao ordenhar o gado parou um determinado momento a contemplar as belezas do Criador. Neste momento, ele viu duas belas flores, que chamaram sua atenção pela sua extraordinária beleza e brilho. Pareciam com a flor copo de leite, eram brancas, alvas e graciosas; eram envolvidas por uma luz ofuscante que incomodava a visão. Sem entender a vitalidade das flores em pleno dia ensolarado, na escassez de chuvas, e tão radiantes, e que ele não as tivesse notado antes, pensou: “Hoje eu não posso. Mas, amanhã bem cedinho, quando eu for levar o leite, vou até lá ver de perto estas flores.” E seguiu seu caminho ordenhando o gado, e os pensamentos nas tais flores no ponto mais alto da fazenda, onde era de difícil acesso e cercado de matas.
No outro dia, bem cedo como previsto, subiu ao monte para ver de perto as flores cintilantes que chamaram a sua atenção no dia anterior. Cuidadosamente, procurou por todos os lados, olhou em todas as direções, mas sem resultado. As flores não existiam mais! Por mais que procurasse algum sinal ou vestígio das flores, não existia nem a possibilidade de alguma planta florir naquela época, especialmente naquele lugar.
Mas a lembrança daquelas flores ainda é bem nítida em sua mente e em seu coração, pois algum tempo depois, após a manifestação de Nossa Senhora na fazenda, naquele mesmo lugar foi ampliado o estreito caminho, abrindo a nova estrada para acesso dos peregrinos à Fazenda do Barro Vermelho, que passou a ser, pouco tempo depois, o Vale da Imaculada Conceição.

Cavaleiro do Cavalo Branco
A Fazenda do Barro Vermelho ainda escondia seus encantos e valor. A família vivia, dia, após dia, os desígnios de Deus sem saber e nem imaginar na grandiosidade do seu plano de Amor.
Sr. Euclides, já com uma idade avançada, trabalhava bem menos, mas vigiava vivamente seus pertences e território, pois era tudo que possuía para deixar aos dedicados filhos que muito amava.
Na lida diária, Maria José (D. Tilica), cuidava da casa e dos filhos na simplicidade e no amor.
Sr. Antônio e Geraldo, seu filho mais velho, faziam ração para alimentar o gado, no rancho que ficava próximo à antiga casa que morara com sua família, antes de ir morar na outra casa, com seu pai.
Num determinado instante, Sr. Antônio avistou um homem, bem no alto do monte. Geraldo completou, dizendo que tinha também lá um cavalo. E os dois constataram o homem: ele trazia consigo um instrumento que parecia um grande arco e flecha. Com este, atirava raios como se fossem relâmpagos, que caíam na terra e rapidamente desapareciam.
Sr. Antônio, tomando a palavra, disse: “E eu estou achando que tem algum tesouro escondido em algum lugar por aqui, com muitos diamantes! Outro dia eu vi naquele mesmo lugar, duas flores brilhantes. Agora este homem deve estar fazendo algum teste, medindo, ou procurando alguma coisa muito valiosa.”
O cavaleiro andava de um lado para outro. Depois, montando em seu magnifico cavalo branco, começou a subir o morro, fazendo curvas e emitindo um certo brilho que chamava muito a atenção. E a grandes galopes, como se não existisse nenhum obstáculo no lugar. E desapareceu!
Sr. Antônio procurou informações na cidade sobre aquele cavaleiro, mas ninguém soube informar. Ninguém tinha visto nenhuma pessoa diferente na cidade, muito menos montada num cavalo branco, com arco, medindo terras.
E os dias foram passando. E chegando o tempo de Nossa Senhora, ela, com um carinho muito especial, deu a devida explicação daquela bela visão.
Assim, em uma de suas aparições, Nossa Senhora explicou: “Aquele cavaleiro montado no cavalo branco era o mesmo Anjo que anunciou a ela que ela seria a Mãe do Filho de Deus. Ele veio anunciar que aqui seria o lugar dos acontecimentos.” Ou seja, era o Anjo Gabriel que veio a mandado de Deus, com raios e relâmpagos, preparar as terras onde o Céu enviaria a Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.

O Inimigo de Deus se Avizinha
A família do Sr. Antônio sempre foi muito fervorosa na fé, e todos praticavam a religião. Nas missas dominicais participavam todos juntos.
Sr. Antônio era o único ministro da Eucaristia da Paróquia e auxiliava ao Frei Joaquim – Pároco na época - nas missas e celebrações, e participava de todos os movimentos da Igreja. Os filhos freqüentavam à catequese e se preparavam para a primeira comunhão.
Naquela semana, na Fazenda do Barro Vermelho, tudo estava tranqüilo, era uma terça-feira. O Sr. Euclides descansava da colheita que fizeram. As crianças brincavam à sombra das árvores, exceto o filho mais velho, o Geraldo, que, como de costume, trabalhava com seu pai, Sr. Antônio. Irenize, a filha mais velha, estudava e trabalhava na cidadezinha de Bonfim, com uma tia. A zelosa mãe, Maria José (D. Tilica), lavava as roupas da casa e se divertia com as brincadeiras das crianças. De vez em quando parava, para amamentar seu filhinho caçula, Antônio Augusto. Em tudo, notava-se a presença de Deus naquela humilde família, escolhida pelo Céu.
Nos fundos da fazenda, encontrava-se o Rio Macaúbas. Por lá, Sr. Antônio e Geraldo cortavam capim para alimentar o gado. E conversavam: “É, meu filho, pelo que tem acontecido comigo nestes últimos tempos, e porque eu sou um homem que acredita que Deus existe, e que quer que trabalhemos para o Reino de Jesus Cristo, daqui pra frente, vou dedicar mais tempo para Deus, para as coisas de Deus!”
Mal terminara de falar, apareceu um moço moreno, de calção vermelho, muito apressado e escondendo seu rosto. Imediatamente escutaram um ruído mato adentro, e ele atravessou o barranco que era seguido pelo brejo e pela água, lugar inacessível e perigoso.
Sr. Antônio pensou ser um marginal, por causa de suas características diferentes e tamanha pressa.
Geraldo disse: “Devem ser pescadores; escuta a barulhada que está vindo do rio.” Ouviram um grande barulho como se uma multidão se precipitasse.
Sem nada entenderem, guardaram mais este inexplicável acontecimento. Falavam das coisas de Deus e professavam sua fé, quando isso aconteceu.
Nossa Senhora mais tarde, em uma de suas aparições disse: “ No lugar que está preparado para acontecerem as coisas de Deus, o demônio vem primeiro. Mas com a ajuda de Deus, ele foi expulso da terra.”
Esclareceu que Sr. Antônio e Geraldo tiveram uma leve visão de satanás, pois ele mesmo, como é, ninguém agüenta ver. Jesus, o Filho de Deus, teve pavor quando o viu.
No rio, estava toda a tropa e exército de satanás. Quando Sr. Antônio professou sua fé, venceu o mal que queria impedir que Deus realizasse seu plano naquele lugar.
Assim, muitos outros foram os acontecimentos que precederam as aparições de Nossa Senhora na fazenda Barro Vermelho, a 2km de Piedade dos Gerais.
Deus é e sempre será o Senhor de todas as coisas!
A PRIMEIRA APARIÇÃO
Era uma linda tarde de sábado, 19 de setembro de 1987. Iniciava-se a primavera e um novo tempo de revelações e bênçãos celestiais.
Na tranqüila Fazenda Barro Vermelho, onde viviam o Sr. Antônio, sua esposa Maria José (D. Tilica), e seus 7 filhos: Irene (Noca), Geraldo (Ladinho), Irenize (Nizinha), Marilda, Euclides (Digão), Juliana e Antônio Augusto (Toninho). Tudo transcorria costumeiramente normal.
Os filhos mais velhos trabalhavam, e os mais novos brincavam juntamente com os primos: Íris, José Mário, Inezinha e Fabiana.
Euclides e José Mário haviam saído para pescar.
Por volta das 14:30hs, a Marilda, a Íris, a Inezinha e a Fabiana estavam brincando num valo próximo à casa cercado de gigantescas árvores, que exibiam cipós de todos os tamanhos.
Elas ouviram fortes badaladas de sinos, e percebendo uma grande mudança no local, que havia se escurecido como para um forte temporal, saíram em direção à casa.
Ao se afastarem do valo, elas viram o sol a brilhar intensamente e chamaram a Juliana, que estava na varanda da casa para ver o que estava acontecendo.
Quando entraram novamente no valo, a Marilda, a Íris e a Juliana se assustaram ao ver, segundo elas, um fantasma flutuando no ar.
Correram a chamar pelo pai que, com uma foice na mão, percorreu minuciosamente o local sem nada encontrar.
As crianças, ao serem repreendidas pelo Sr. Antônio relataram o seguinte: a sobrinha Íris disse que sua vestimenta era branquinha. Juliana, por sua vez disse que Ela tinha a cabeça branca. E a Marilda viu que seus pés estavam descalços e não tocavam o chão, mas sim uma pequena nuvem como que de algodão. A Fabiana e a Inezinha nada tinham visto.
Orientadas pelo pai, retornaram ao local juntamente com Irenize - uma irmã mais velha - para rezar e pedir a Deus proteção.
Quando iniciaram a oração do Pai Nosso, Juliana, Íris e Marilda exclamaram juntas: “Estou vendo uma linda mulher no céu.” Irenize prostrou-se por terra a dizer: “Eu não vejo porque sou pecadora!”
O Sr. Antônio aproximando-se, tomou Juliana nos braços, que lhe disse: “Ela é linda demais , eu não consigo olhar para Ela sem chorar! O senhor não está vendo porque está cego!”
A mulher neste momento colocou a mão esquerda no coração e com a outra chamava as crianças para si.
Ainda com a Juliana nos braços, o Sr. Antônio tentou se aproximar da mulher que, afastando-se e elevando-se, sumiu no céu.
No dia seguinte, após ajudar na Santa Missa, o Sr. Antônio. contou o acontecido ao Pároco Frei Joaquim, que dele recebeu a seguinte orientação: “Reze e deixe que as coisas aconteçam naturalmente. Não conte para ninguém e procure observar se a tal mulher trás consigo um véu, porque o véu é o símbolo da virgindade de Nossa Senhora.
Mas uma das sobrinhas do Sr. Antônio, contou para uma amiga, que contou para uma prima...
A notícia se espalhou por toda redondeza e a rotina da família nunca mais foi a mesma. Muitos fatos extraordinários aconteceram, principalmente nos corações daquela humilde família que, sem saber, se abria para o maior acontecimento de suas vidas.
Marilda Cleonice de Santana, tinha por ocasião desta primeira aparição 12 anos, sua irmã Maria Juliana Xavier de Santana tinha 8 anos e sua prima Íris 10 anos.
Nossa Senhora nada disse nesta primeira aparição, somente chamava com gestos as crianças para o seu coração.

A SEGUNDA APARIÇÃO
A Fazenda Barro Vermelho tornava-se cenário para maravilhosos acontecimentos após a primeira manifestação da Virgem Maria.
Orante e silenciosa, a família observara os conselhos do pároco Frei Joaquim. Cada qual na sua humildade, nas suas tarefas diárias aguardava a realização do Plano de Deus, sem sequer imaginar a sua grandiosidade.
Nada era igual na fazenda, a natureza parecia festejar. Até o cantar dos pássaros era diferente. Todos notavam.
Estando a família na varanda da casa, Marilda e a Juliana avistaram bem no alto do monte - onde posteriormente veio a ser o local das aparições - Maria Santíssima, com uma vela acesa na mão. Atrás dela havia um cruzeiro luminoso, e muitos carneirinhos em volta.
Ao narrarem essa visão, Sr. Antônio confiante colocou a sua vontade nas mãos de Deus e os dias foram passando.
No sábado seguinte - 26 de setembro de 1987 - veio a D. Terezinha, mãe da Íris, conversar pessoalmente com a família do Sr. Antônio sobre os acontecimentos do sábado anterior.
Enquanto conversavam, Maria Santíssima apareceu sentada no ar com um terço nas mãos e uma linda criancinha em seus braços.
Imediatamente a Marilda, a Juliana e a Íris saíram correndo como se não existisse nenhum obstáculo e chegaram ao local em que se dava a aparição.
Cuidadosamente as três perguntaram: “Quem é a Senhora?”
Maria Santíssima deu um sorriso e disse: “Sou a Mãe de vocês!”
Sem entender o sentido destas palavras, perguntaram novamente: “Qual é o seu nome?”
Neste momento a criança desapareceu de seus braços e com uma varinha prateada escreveu no ar com letras brilhantes: “EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO, A MÃE DE JESUS! SOU NOSSA SENHORA!”
As crianças perguntaram então o que Ela desejava, e aí apareceu em suas mãos uma bola escura. Por cima da bola havia uma cruz brilhante. Depois Ela mostrou uma vela acesa e um buquê de rosas brancas, com uma única rosa vermelha ao centro. Ela pediu que fossem à missa e rezassem muito, e que estivessem naquele local todos os sábados às 14:30 horas.
No principio as mensagens eram escritas no ar pela Virgem Santíssima. A Marilda e a Íris apontando com o dedo iam lendo. Como a Juliana não sabia ler, ela escutava e transmitia a mensagem ao povo juntamente com a irmã Marilda e a prima Íris.
Assim as aparições começaram a acontecer todos os sábados, posteriormente passando também aos domingos, até chegarem a ser diariamente.
Com as mensagens veio a explicação dos símbolos da segunda aparição: A bola negra representa o mundo nas trevas; a cruz brilhante por cima nos lembra que Jesus deu a sua vida por nós; a vela acesa nos diz que somente a Luz de Cristo pode salvar a humanidade. O buquê de rosas brancas com uma rosa vermelha no centro quer dizer que todos têm o mesmo sangue do seu Filho Jesus. A criança nos braços representa todos os filhos de Deus. E o terço, pedido urgente de oração e de conversão.

A FORMAÇÃO DO GRUPO DA FRATERNIDADE
Os peregrinos que vinham de longe pernoitavam na pensão da cidade. Durante o dia, desciam para o Vale da Imaculada Conceição (Fazenda Barro Vermelho) para rezar e ouvir as mensagens trazidas diretamente do Céu por Nossa Senhora.
Então no dia 19 de dezembro de 1987, Ela pediu que abrissem a casa que estava abandonada na Fazenda. Naquela casa o Sr. Antônio e a Sra. Maria José (D. Tilica) tiveram seus sete filhos, e lá permaneceram até se mudarem para a casa do Sr. Euclides (pai do Sr. Antônio) que ficara viúvo, no ano de 1985. Foram lhe fazer companhia e zelar por sua saúde.
A casa de oito cômodos tinha um fogão a lenha e um banheiro independente. Era muito simples, bastante rústica, sem conforto, não havia mobília e era fria.
Neste mesmo dia, a Virgem Maria revelou que ali nasceria uma criança, e que esta criança seria descendente de Davi. Pediu que aqueles que sentissem no coração o desejo de acolhê-la permanecessem ali, unidos, em oração até o Natal ou o ano novo.
Muitos daqueles, presos aos caprichos do mundo ou talvez por um desígnio de Deus voltaram para as suas casas. Cerca de trinta pessoas ali permaneceram para aguardar o nascimento da criança anunciada por Nossa Senhora.
Assim, durante esses dias, todos que ali estavam viviam como num cenáculo, em oração continua. Na simplicidade, repartiam tudo em comum e até mesmo as muitas dificuldades encontradas.
Nas mensagens a Virgem Maria mostrava o valor da união, da fraternidade, e do amor. Ensinava que Deus desejava que todos vivessem em um mundo novo, um mundo de paz.
No dia 21 de dezembro a Virgem Maria pediu que se construísse um rancho (um abrigo simples) em homenagem a São Francisco de Assis. E um pequeno rancho de sapé foi construído próximo ao local das aparições.
A Santíssima Virgem pediu que fizessem uma ceia no Natal para as crianças.
Passou o Natal e todos aguardavam o nascimento da criança. E Maria, para grande alegria de todos esclareceu: “A criança que eu disse que nasceria nesse lugar é o GRUPO que Deus criou aqui, e vocês estão vivendo as coisas mais belas, estão vivendo a união!”
Aos poucos Maria Santíssima foi orientando o grupo sobre a vida comunitária. O GRUPO DA FRATERNIDADE, formado por crianças, jovens e adultos, vindos de todas as partes do Brasil e do exterior, continua crescendo guiado por Deus, iluminado pelo Espírito Santo e abençoado pela Rainha do Céu.

Os Novos Videntes
Já se passavam quase três meses da primeira aparição. A Fazenda Barro Vermelho recebera de um Sacerdote o nome de “Vale da Imaculada Conceição” e acolhia grande número de pessoas. Eram os vizinhos, padres, teólogos... O que cada vez mais modificava a vida tranqüila da família Xavier de Santana.
A Santa Igreja não se manifestava, prudente aguardava os acontecimentos que se tornavam cada vez mais freqüentes.
Na tarde de 08 de dezembro de 1987, numa quarta-feira - marcada pela Santíssima Virgem - cerca de 3.000 pessoas vieram ao local das aparições em busca dos sinais que o Céu daria naquele dia.
E durante a mensagem, as rosas mudavam de cor, as árvores balançavam e se dobravam ao chão. Outras davam frutos ou se enchiam de flores. Uma chuva molhou completamente todos que estavam os presentes, mas não molhava as crianças.
Após a mensagem, o sol brilhou fortemente e muitos tiveram visões. E inexplicavelmente, como em Fátima - Portugal, todos estavam com suas roupas secas e a terra totalmente enxuta.
A Santíssima Virgem esclareceu: “O grande sinal é Jesus na Eucaristia, o resto são presentes.”
O mais belo fenômeno sem dúvida é a conversão, a mudança de vida. Disse Nossa Senhora certa vez: “As mais belas coisas da vida não são vistas e nem tocadas, mas sentidas com o nosso coração.” E perguntou: “Onde estão muitos daqueles que presenciaram tantos sinais vindos do Céu? E os que se converteram?”
Os que se converteram ainda hoje vivem esta graça. Mas os que viram a graça somente com os olhos da carne, não as têm no coração.
Na noite de 14 de dezembro de 1987, a pedido da Santíssima Virgem, a família se reuniu para rezar com parentes e amigos na casa de Íris, em Piedade dos Gerais, e pela primeira vez Nossa Senhora apareceu fora da Fazenda Barro Vermelho.
Houve grandes e magníficas manifestações e sinais no céu e na terra. Muitos tiveram belíssimas visões.
No dia do aniversário do Sr. Antônio, o Céu lhe preparara um presente: o seu filho caçula, Antônio Augusto (Toninho), que nessa ocasião tinha 5 anos, Euclides (Digão) com 10 anos, Fabiana (prima dos demais) com 6 anos, receberam de Deus a graça de ouvir, ver e falar com a Santíssima Virgem. José Mário (irmão de Íris, primo dos demais) com anos via a sombra de Nossa Senhora e ouvia junto dos demais a angelical voz da Rainha do Céu, que deixara de transmitir as mensagens por meio da escrita.
Até então, a Marilda, a Juliana e a Íris transmitiam ao mesmo tempo a mensagem. Nesta noite, a Marilda recebeu do Céu a missão de Porta-Voz de Maria ao mundo.
Os 7 pequenos privilegiados: Marilda, Juliana, Íris, Fabiana, Toninho, Digão e José Mário, em êxtase, foram levados ao inferno, ao purgatório e ao Céu. Deus lhes confiou 7 segredos que ficarão guardados no silêncio de seus corações até que chegue o momento de serem revelados ao mundo.
Entre tantas maravilhas e hinos de louvor permaneceram juntos até o amanhecer.
Atualmente, Íris, José Mário, Fabiana, Euclides e Antônio Augusto não vêem mais Nossa Senhora, porém não são menos agraciados por Deus. Eles apenas vivem a sua vontade, que é a mais perfeita. Trazem em suas vidas lembranças divinas e celestes que jamais se apagarão em seus corações.






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