segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TAU



Símbolos Franciscanos

Tau - Símbolos e significados.Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura. Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que recorda tempo e eternidade. A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana. Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo. Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e imortalizou. Não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.


TAU, SINAL BÍBLICO

Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: "Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem". O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.


O TAU NA IDADE MÉDIA

Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas o TAU tem também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.


O TAU DO PENITENTE

Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa Maria Madalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.


O TAU FRANCISCANO

O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É Verdade, Palavra, Luz, Poder e Força da mente direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.


O TAU COMO IDEAL

No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na Igreja Constantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bipos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.


O TAU NAS FONTES FRANCISCANAS

Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: "O Santo venerava com grande afeto este sinal", "O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal", "O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus", "O traçava no início de todas as suas ações", "Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas" (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.


TAU, SINAL DA CRUZ VITORIOSA

Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no "Sacrum Comercium", a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de "selo do reino dos céus". À Dama Pobreza clamam os menores: "Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!" (SC 21,22).
O TAU E A BÊNÇÃO
Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: "Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!" Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: "São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base". Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!


O TAU E A CURA DOS ENFERMOS

No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.


A COR DO TAU

O TAU freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.


O TAU NA LINGUAGEM

O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. Não está aí por acaso; um código de linguagem reflete a vivência das palavras. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade, isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia e a Filosofia são servas da fé e do pensamento. Quem sabe onde está parte para vôos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de tau é usado para buscar veios d'água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o tau na fonte de nossas palavras!


O TAU, O CORDÃO E OS TRÊS NÓS

Em geral, o Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós. Esse cordão significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos=obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!


USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR

Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.Por Frei Vitório Mazzuco.

PIEDADE DOS GERAIS,BOM DEMAISSSSSSSSSSS

PIEDADE DOS GERAIS

Desde setembro de 1987 Nossa Senhora vem aparecendo em Piedade dos Gerais - MG, transmitindo as Mensagens do Céu à Comunidade Fraterna e aos peregrinos que vão em busca da Palavra de Deus e das bênçãos.





Perdão pelas minhas falhas, minhas culpas, meus pecados.Jesus, perdão pela minha fraqueza, pelo meu orgulho, pela minha falta de fé, perdão!Oh Espírito Santo de Luz, seja a minha esperança, minha sabedoria, minha inteligência, para que diante de Vós, Pai, Filho e Divino Espírito Santo, eu possa receber e alcançar o perdão. Amém.
“Na hora em que o mundo perdoar o mundo será transformado”
Oração ensinada por Nossa Senhora na festa de passagem de ano.

"O limite posto ao mal é definitivamente a Divina Misericórdia" Papa João Paulo II"O mundo está sustentado pela Misericórdia de Deus" Papa Bento Xãos do Céu.
HISTÓRIA DAS PRIMEIRAS APARIÇÕES
A Escolha Divina História do Caneco
As Flores da Nova Estrada
O Cavaleiro do Cavalo Branco
O inimigo de Deus se Avizinha
A Primeira ApariçãoA Segunda ApariçãoA Formação do Grupo
Os Novos Videntes

ESCOLHA DIVINA
Desde toda a eternidade, Deus quer a salvação da humanidade. Esta deve se voltar completamente para Ele, através de uma verdadeira conversão e da vivência do Santo Evangelho.
Para que isso aconteça, será necessária uma restauração nos corações dos homens, para a segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo ao mundo.
Então Deus olhou em todos os cantos da terra, sondou cada coração e escolheu um lugar,uma nação,uma cidadezinha e uma família para colaborar na preparação da humanidade para este acontecimento.
O lugar deveria ser simples, humilde e rico de amor. As pessoas deveriam estar aptas para acolher cada semelhante como o próprio Cristo e, acima de tudo, serem muito tementes a Deus.
Assim, uma região montanhosa das Minas Gerais foi escolhida para dar lugar a tal privilégio: Piedade dos Gerais, uma cidade com aproximadamente 1.200 habitantes, afastada das agitações das grandes metrópoles e escondida entre os encantos da natureza.
A 2 Km da cidade, na Fazenda Barro Vermelho, vivia o casal Antônio Xavier de Santana e Maria José Diniz de Santana, ao qual Deus concedeu sete filhos. São eles: Irene, Geraldo, Irenize, Marilda, Euclides, Juliana e Antônio Augusto.
A família predestinada vivia humildemente nos afazeres cotidianos. E com muito sacrifício lavrava a terra, pastoreava o gado e cuidava do avô viúvo Sr. Euclides (atualmente falecido, pai do Sr. Antônio). A Santa Missa dominical sempre foi Sagrada. O catecismo, a oração e os encontros promovidos pela paróquia, cada vez mais proporcionavam à família o crescimento e a instrução na fé, a fortaleza e uma maior união. Desta forma, tinham o pão espiritual tão necessário aos filhos de Deus.
Assim, o Senhor Deus em sua infinita graça e sabedoria escolheu o Brasil, o estado de Minas Gerais, a pequena cidade de Piedade dos Gerais e a humilde família Xavier de Santana para manifestar ao mundo a sua misericórdia.
Segundo a Santíssima Virgem Maria, Deus escolheu o Brasil por ser uma nação perseguida pelas nações ricas. O Brasil será o primeiro país a se transformar. Do Brasil jorrará a Misericórdia para o mundo inteiro.
O motivo da escolha da família Santana, Ela disse: “É um designo de Deus desde toda eternidade!”

A HISTÓRIA DO CANECO
Deus quis provar se a família escolhida para receber a Rainha do Céu estava apta para a grandiosa graça, e enviou uma visita inesperada...
Estando o Sr. Antônio e o seu filho Geraldo a capinar a fazenda, avistaram uma mulher, sentada perto da fonte de água. Aproximaram-se dela até uma certa distância, e começaram a conversar...
Ela disse que vinha da Bahia e que estava fazendo uma caminhada a pé, para a Cidade de Aparecida, ao Norte de São Paulo. E que não seguiria viagem, sem conhecer Piedade dos Gerais. Relatou ser mãe de dois filhos, um grande e outro pequeno.
Ao ser repreendida por não conseguir chegar ao seu destino, devido à longa distância, ela deu a seguinte resposta: “Vou meu filho, porque confio em Deus, e com Deus a gente vai longe! Eu ando devagar, mas não me canso. Nossa Senhora Aparecida é muito milagrosa, e eu quero alcançar a graça de curar a minha vista. Meu filho, a coisa mais triste é a gente não enxergar a luz do dia.”
Segundo ela, seu Marido, o Mírio, estava limpando um lote na casa do Padre. Seu modo de falar era muito diferente, assim como as palavras: pareciam ter outro sentido.
Ela procurava por água corrente, para lavar suas vasilhas, disse ela: “A pobreza Deus ama, mas a sujeira Deus detesta.”
Ela encontrou a água como queria, mas segundo ela, mais importante do que lavar as suas vasilhas era aquele acontecimento, aquele encontro, e aquela acolhida da família.
A seguir, ela caminhou em direção à fonte, e tomou daquela água. Seu caminhar era sereno e delicado. Não se podia notar o mover de seus passos.
Ela pediu ao Sr. Antônio uma vasilha, para que pudesse levar e continuar tomando daquela água. Então o Sr. Antônio trouxe água, biscoitos e um caneco com café e leite.
Ela agradeceu: “Como você é caridoso e sabe partilhar o que tem!”
Enquanto tomava o café com leite, ela fez algumas revelações a respeito da descendência do Sr. Antônio e da sua família.
Ao se despedir, agradeceu a todos, pegando na mão de cada um, e disse: “Eu agradeço muito este tempo que vocês estiveram aqui comigo, foi de uma importância muito grande, fui muito bem recebida! Eu não vou me esquecer de vocês, e quero que vocês não se esqueçam de mim.”
Pensando o Sr. Antônio em se tratar de uma leprosa, resolveu inutilizar o caneco. E na cidade confirmou com várias pessoas a passagem da desconhecida. Todos confirmaram ser ela uma índia leprosa. Mas as suas vestes eram diferentes em cada lugar por onde havia passado. Porém, com a mesma serenidade, por eles nunca vista. Ela pegou na mão de algumas pessoas e disse a elas que estavam abençoadas.
Na casa paroquial, também foi confirmada a passagem da andarilha. Só que lá ela não tinha nenhuma bagagem, por isso ganhou um par de chinelas.
E o nome que foi dado pelas crianças à andarilha: é “MÍRIA”, a mulher do Mírio!
Algum tempo depois, Deus enviou Nossa Senhora a essa mesma família: humilde, simples e acolhedora. Família capaz de acolher sem distinção a todos os que procuram, como a Míria, “água corrente.”
Em uma aparição, Sr. Antônio pediu à vidente, que perguntasse à Nossa Senhora pela pobre Míria. Nossa Senhora deu a seguinte resposta: “Aquela pobre que esteve aqui, esteve a mandado de Deus. Se ela não tivesse sido acolhida, aqui ela ia morrer. Mas como o pai destas crianças foi acolhedor, ela pôde sobreviver e seguir a caminhada até Crucilândia, onde morreu. Então o anjo Gabriel disse para Deus: “Na entrada de Crucilândia tem uma pobre morta”. Deus disse: “Traga-a para o Céu.” Hoje ela está no Céu, e é a Santa Rosa Míria. Dê um recado a seu pai: Aquele caneco, onde aquela pobre tomou café com leite e ele não usa, diz a ele que pode usar porque não faz mal nenhum.”
Uma parábola acompanha suas explicações, porém não estão contidas neste pequeno resumo. Abra seu coração que o bom Deus lhe mostrará.
O caneco ainda hoje existe, embora um pouco amassado, gasto pelo tempo e pelas pessoas que pedem para tomar água no mesmo caneco que a pobre Míria tomou.

As Flores da Nova Estrada
Quando ainda não conhecíamos Piedade dos Gerais, e nem muito menos o Vale da Imaculada Conceição, pelos moradores da região era chamado de Fazenda do Barro Vermelho.
Uma fazenda simples, onde morava o Sr. Euclides Xavier de Santana, seu filho Antônio Xavier de Santana, sua nora Maria José Diniz de Santana (D. Tilica) e seus 7 netos, filhos do casal.
Sr. Euclides era viúvo de Maria das Dores de Santana, mais conhecida como Dona Cola. Euclides era enérgico, possesivo e autoritário, causando um certo medo aos freqüentadores da fazenda, que iam para buscar lenha em sua propriedade. Como bom pai, queria proteger a herança para os filhos e netos.
Os homens trabalhavam como lavradores e pequenos criadores de gado. A esposa e filhas nas tarefas da casa, nos cuidados da horta, na criação de galinhas... Todos colaboravam. Com sacrifício e muito amor abraçavam honestamente a vida humilde que Deus lhes concedia.
Certo dia, Sr. Antônio trabalhava intensamente como de costume. Já era por volta de meio-dia, e muito tinha ainda a ser feito. Ao ordenhar o gado parou um determinado momento a contemplar as belezas do Criador. Neste momento, ele viu duas belas flores, que chamaram sua atenção pela sua extraordinária beleza e brilho. Pareciam com a flor copo de leite, eram brancas, alvas e graciosas; eram envolvidas por uma luz ofuscante que incomodava a visão. Sem entender a vitalidade das flores em pleno dia ensolarado, na escassez de chuvas, e tão radiantes, e que ele não as tivesse notado antes, pensou: “Hoje eu não posso. Mas, amanhã bem cedinho, quando eu for levar o leite, vou até lá ver de perto estas flores.” E seguiu seu caminho ordenhando o gado, e os pensamentos nas tais flores no ponto mais alto da fazenda, onde era de difícil acesso e cercado de matas.
No outro dia, bem cedo como previsto, subiu ao monte para ver de perto as flores cintilantes que chamaram a sua atenção no dia anterior. Cuidadosamente, procurou por todos os lados, olhou em todas as direções, mas sem resultado. As flores não existiam mais! Por mais que procurasse algum sinal ou vestígio das flores, não existia nem a possibilidade de alguma planta florir naquela época, especialmente naquele lugar.
Mas a lembrança daquelas flores ainda é bem nítida em sua mente e em seu coração, pois algum tempo depois, após a manifestação de Nossa Senhora na fazenda, naquele mesmo lugar foi ampliado o estreito caminho, abrindo a nova estrada para acesso dos peregrinos à Fazenda do Barro Vermelho, que passou a ser, pouco tempo depois, o Vale da Imaculada Conceição.

Cavaleiro do Cavalo Branco
A Fazenda do Barro Vermelho ainda escondia seus encantos e valor. A família vivia, dia, após dia, os desígnios de Deus sem saber e nem imaginar na grandiosidade do seu plano de Amor.
Sr. Euclides, já com uma idade avançada, trabalhava bem menos, mas vigiava vivamente seus pertences e território, pois era tudo que possuía para deixar aos dedicados filhos que muito amava.
Na lida diária, Maria José (D. Tilica), cuidava da casa e dos filhos na simplicidade e no amor.
Sr. Antônio e Geraldo, seu filho mais velho, faziam ração para alimentar o gado, no rancho que ficava próximo à antiga casa que morara com sua família, antes de ir morar na outra casa, com seu pai.
Num determinado instante, Sr. Antônio avistou um homem, bem no alto do monte. Geraldo completou, dizendo que tinha também lá um cavalo. E os dois constataram o homem: ele trazia consigo um instrumento que parecia um grande arco e flecha. Com este, atirava raios como se fossem relâmpagos, que caíam na terra e rapidamente desapareciam.
Sr. Antônio, tomando a palavra, disse: “E eu estou achando que tem algum tesouro escondido em algum lugar por aqui, com muitos diamantes! Outro dia eu vi naquele mesmo lugar, duas flores brilhantes. Agora este homem deve estar fazendo algum teste, medindo, ou procurando alguma coisa muito valiosa.”
O cavaleiro andava de um lado para outro. Depois, montando em seu magnifico cavalo branco, começou a subir o morro, fazendo curvas e emitindo um certo brilho que chamava muito a atenção. E a grandes galopes, como se não existisse nenhum obstáculo no lugar. E desapareceu!
Sr. Antônio procurou informações na cidade sobre aquele cavaleiro, mas ninguém soube informar. Ninguém tinha visto nenhuma pessoa diferente na cidade, muito menos montada num cavalo branco, com arco, medindo terras.
E os dias foram passando. E chegando o tempo de Nossa Senhora, ela, com um carinho muito especial, deu a devida explicação daquela bela visão.
Assim, em uma de suas aparições, Nossa Senhora explicou: “Aquele cavaleiro montado no cavalo branco era o mesmo Anjo que anunciou a ela que ela seria a Mãe do Filho de Deus. Ele veio anunciar que aqui seria o lugar dos acontecimentos.” Ou seja, era o Anjo Gabriel que veio a mandado de Deus, com raios e relâmpagos, preparar as terras onde o Céu enviaria a Grande Mãe de Deus, Maria Santíssima.

O Inimigo de Deus se Avizinha
A família do Sr. Antônio sempre foi muito fervorosa na fé, e todos praticavam a religião. Nas missas dominicais participavam todos juntos.
Sr. Antônio era o único ministro da Eucaristia da Paróquia e auxiliava ao Frei Joaquim – Pároco na época - nas missas e celebrações, e participava de todos os movimentos da Igreja. Os filhos freqüentavam à catequese e se preparavam para a primeira comunhão.
Naquela semana, na Fazenda do Barro Vermelho, tudo estava tranqüilo, era uma terça-feira. O Sr. Euclides descansava da colheita que fizeram. As crianças brincavam à sombra das árvores, exceto o filho mais velho, o Geraldo, que, como de costume, trabalhava com seu pai, Sr. Antônio. Irenize, a filha mais velha, estudava e trabalhava na cidadezinha de Bonfim, com uma tia. A zelosa mãe, Maria José (D. Tilica), lavava as roupas da casa e se divertia com as brincadeiras das crianças. De vez em quando parava, para amamentar seu filhinho caçula, Antônio Augusto. Em tudo, notava-se a presença de Deus naquela humilde família, escolhida pelo Céu.
Nos fundos da fazenda, encontrava-se o Rio Macaúbas. Por lá, Sr. Antônio e Geraldo cortavam capim para alimentar o gado. E conversavam: “É, meu filho, pelo que tem acontecido comigo nestes últimos tempos, e porque eu sou um homem que acredita que Deus existe, e que quer que trabalhemos para o Reino de Jesus Cristo, daqui pra frente, vou dedicar mais tempo para Deus, para as coisas de Deus!”
Mal terminara de falar, apareceu um moço moreno, de calção vermelho, muito apressado e escondendo seu rosto. Imediatamente escutaram um ruído mato adentro, e ele atravessou o barranco que era seguido pelo brejo e pela água, lugar inacessível e perigoso.
Sr. Antônio pensou ser um marginal, por causa de suas características diferentes e tamanha pressa.
Geraldo disse: “Devem ser pescadores; escuta a barulhada que está vindo do rio.” Ouviram um grande barulho como se uma multidão se precipitasse.
Sem nada entenderem, guardaram mais este inexplicável acontecimento. Falavam das coisas de Deus e professavam sua fé, quando isso aconteceu.
Nossa Senhora mais tarde, em uma de suas aparições disse: “ No lugar que está preparado para acontecerem as coisas de Deus, o demônio vem primeiro. Mas com a ajuda de Deus, ele foi expulso da terra.”
Esclareceu que Sr. Antônio e Geraldo tiveram uma leve visão de satanás, pois ele mesmo, como é, ninguém agüenta ver. Jesus, o Filho de Deus, teve pavor quando o viu.
No rio, estava toda a tropa e exército de satanás. Quando Sr. Antônio professou sua fé, venceu o mal que queria impedir que Deus realizasse seu plano naquele lugar.
Assim, muitos outros foram os acontecimentos que precederam as aparições de Nossa Senhora na fazenda Barro Vermelho, a 2km de Piedade dos Gerais.
Deus é e sempre será o Senhor de todas as coisas!
A PRIMEIRA APARIÇÃO
Era uma linda tarde de sábado, 19 de setembro de 1987. Iniciava-se a primavera e um novo tempo de revelações e bênçãos celestiais.
Na tranqüila Fazenda Barro Vermelho, onde viviam o Sr. Antônio, sua esposa Maria José (D. Tilica), e seus 7 filhos: Irene (Noca), Geraldo (Ladinho), Irenize (Nizinha), Marilda, Euclides (Digão), Juliana e Antônio Augusto (Toninho). Tudo transcorria costumeiramente normal.
Os filhos mais velhos trabalhavam, e os mais novos brincavam juntamente com os primos: Íris, José Mário, Inezinha e Fabiana.
Euclides e José Mário haviam saído para pescar.
Por volta das 14:30hs, a Marilda, a Íris, a Inezinha e a Fabiana estavam brincando num valo próximo à casa cercado de gigantescas árvores, que exibiam cipós de todos os tamanhos.
Elas ouviram fortes badaladas de sinos, e percebendo uma grande mudança no local, que havia se escurecido como para um forte temporal, saíram em direção à casa.
Ao se afastarem do valo, elas viram o sol a brilhar intensamente e chamaram a Juliana, que estava na varanda da casa para ver o que estava acontecendo.
Quando entraram novamente no valo, a Marilda, a Íris e a Juliana se assustaram ao ver, segundo elas, um fantasma flutuando no ar.
Correram a chamar pelo pai que, com uma foice na mão, percorreu minuciosamente o local sem nada encontrar.
As crianças, ao serem repreendidas pelo Sr. Antônio relataram o seguinte: a sobrinha Íris disse que sua vestimenta era branquinha. Juliana, por sua vez disse que Ela tinha a cabeça branca. E a Marilda viu que seus pés estavam descalços e não tocavam o chão, mas sim uma pequena nuvem como que de algodão. A Fabiana e a Inezinha nada tinham visto.
Orientadas pelo pai, retornaram ao local juntamente com Irenize - uma irmã mais velha - para rezar e pedir a Deus proteção.
Quando iniciaram a oração do Pai Nosso, Juliana, Íris e Marilda exclamaram juntas: “Estou vendo uma linda mulher no céu.” Irenize prostrou-se por terra a dizer: “Eu não vejo porque sou pecadora!”
O Sr. Antônio aproximando-se, tomou Juliana nos braços, que lhe disse: “Ela é linda demais , eu não consigo olhar para Ela sem chorar! O senhor não está vendo porque está cego!”
A mulher neste momento colocou a mão esquerda no coração e com a outra chamava as crianças para si.
Ainda com a Juliana nos braços, o Sr. Antônio tentou se aproximar da mulher que, afastando-se e elevando-se, sumiu no céu.
No dia seguinte, após ajudar na Santa Missa, o Sr. Antônio. contou o acontecido ao Pároco Frei Joaquim, que dele recebeu a seguinte orientação: “Reze e deixe que as coisas aconteçam naturalmente. Não conte para ninguém e procure observar se a tal mulher trás consigo um véu, porque o véu é o símbolo da virgindade de Nossa Senhora.
Mas uma das sobrinhas do Sr. Antônio, contou para uma amiga, que contou para uma prima...
A notícia se espalhou por toda redondeza e a rotina da família nunca mais foi a mesma. Muitos fatos extraordinários aconteceram, principalmente nos corações daquela humilde família que, sem saber, se abria para o maior acontecimento de suas vidas.
Marilda Cleonice de Santana, tinha por ocasião desta primeira aparição 12 anos, sua irmã Maria Juliana Xavier de Santana tinha 8 anos e sua prima Íris 10 anos.
Nossa Senhora nada disse nesta primeira aparição, somente chamava com gestos as crianças para o seu coração.

A SEGUNDA APARIÇÃO
A Fazenda Barro Vermelho tornava-se cenário para maravilhosos acontecimentos após a primeira manifestação da Virgem Maria.
Orante e silenciosa, a família observara os conselhos do pároco Frei Joaquim. Cada qual na sua humildade, nas suas tarefas diárias aguardava a realização do Plano de Deus, sem sequer imaginar a sua grandiosidade.
Nada era igual na fazenda, a natureza parecia festejar. Até o cantar dos pássaros era diferente. Todos notavam.
Estando a família na varanda da casa, Marilda e a Juliana avistaram bem no alto do monte - onde posteriormente veio a ser o local das aparições - Maria Santíssima, com uma vela acesa na mão. Atrás dela havia um cruzeiro luminoso, e muitos carneirinhos em volta.
Ao narrarem essa visão, Sr. Antônio confiante colocou a sua vontade nas mãos de Deus e os dias foram passando.
No sábado seguinte - 26 de setembro de 1987 - veio a D. Terezinha, mãe da Íris, conversar pessoalmente com a família do Sr. Antônio sobre os acontecimentos do sábado anterior.
Enquanto conversavam, Maria Santíssima apareceu sentada no ar com um terço nas mãos e uma linda criancinha em seus braços.
Imediatamente a Marilda, a Juliana e a Íris saíram correndo como se não existisse nenhum obstáculo e chegaram ao local em que se dava a aparição.
Cuidadosamente as três perguntaram: “Quem é a Senhora?”
Maria Santíssima deu um sorriso e disse: “Sou a Mãe de vocês!”
Sem entender o sentido destas palavras, perguntaram novamente: “Qual é o seu nome?”
Neste momento a criança desapareceu de seus braços e com uma varinha prateada escreveu no ar com letras brilhantes: “EU SOU A IMACULADA CONCEIÇÃO, A MÃE DE JESUS! SOU NOSSA SENHORA!”
As crianças perguntaram então o que Ela desejava, e aí apareceu em suas mãos uma bola escura. Por cima da bola havia uma cruz brilhante. Depois Ela mostrou uma vela acesa e um buquê de rosas brancas, com uma única rosa vermelha ao centro. Ela pediu que fossem à missa e rezassem muito, e que estivessem naquele local todos os sábados às 14:30 horas.
No principio as mensagens eram escritas no ar pela Virgem Santíssima. A Marilda e a Íris apontando com o dedo iam lendo. Como a Juliana não sabia ler, ela escutava e transmitia a mensagem ao povo juntamente com a irmã Marilda e a prima Íris.
Assim as aparições começaram a acontecer todos os sábados, posteriormente passando também aos domingos, até chegarem a ser diariamente.
Com as mensagens veio a explicação dos símbolos da segunda aparição: A bola negra representa o mundo nas trevas; a cruz brilhante por cima nos lembra que Jesus deu a sua vida por nós; a vela acesa nos diz que somente a Luz de Cristo pode salvar a humanidade. O buquê de rosas brancas com uma rosa vermelha no centro quer dizer que todos têm o mesmo sangue do seu Filho Jesus. A criança nos braços representa todos os filhos de Deus. E o terço, pedido urgente de oração e de conversão.

A FORMAÇÃO DO GRUPO DA FRATERNIDADE
Os peregrinos que vinham de longe pernoitavam na pensão da cidade. Durante o dia, desciam para o Vale da Imaculada Conceição (Fazenda Barro Vermelho) para rezar e ouvir as mensagens trazidas diretamente do Céu por Nossa Senhora.
Então no dia 19 de dezembro de 1987, Ela pediu que abrissem a casa que estava abandonada na Fazenda. Naquela casa o Sr. Antônio e a Sra. Maria José (D. Tilica) tiveram seus sete filhos, e lá permaneceram até se mudarem para a casa do Sr. Euclides (pai do Sr. Antônio) que ficara viúvo, no ano de 1985. Foram lhe fazer companhia e zelar por sua saúde.
A casa de oito cômodos tinha um fogão a lenha e um banheiro independente. Era muito simples, bastante rústica, sem conforto, não havia mobília e era fria.
Neste mesmo dia, a Virgem Maria revelou que ali nasceria uma criança, e que esta criança seria descendente de Davi. Pediu que aqueles que sentissem no coração o desejo de acolhê-la permanecessem ali, unidos, em oração até o Natal ou o ano novo.
Muitos daqueles, presos aos caprichos do mundo ou talvez por um desígnio de Deus voltaram para as suas casas. Cerca de trinta pessoas ali permaneceram para aguardar o nascimento da criança anunciada por Nossa Senhora.
Assim, durante esses dias, todos que ali estavam viviam como num cenáculo, em oração continua. Na simplicidade, repartiam tudo em comum e até mesmo as muitas dificuldades encontradas.
Nas mensagens a Virgem Maria mostrava o valor da união, da fraternidade, e do amor. Ensinava que Deus desejava que todos vivessem em um mundo novo, um mundo de paz.
No dia 21 de dezembro a Virgem Maria pediu que se construísse um rancho (um abrigo simples) em homenagem a São Francisco de Assis. E um pequeno rancho de sapé foi construído próximo ao local das aparições.
A Santíssima Virgem pediu que fizessem uma ceia no Natal para as crianças.
Passou o Natal e todos aguardavam o nascimento da criança. E Maria, para grande alegria de todos esclareceu: “A criança que eu disse que nasceria nesse lugar é o GRUPO que Deus criou aqui, e vocês estão vivendo as coisas mais belas, estão vivendo a união!”
Aos poucos Maria Santíssima foi orientando o grupo sobre a vida comunitária. O GRUPO DA FRATERNIDADE, formado por crianças, jovens e adultos, vindos de todas as partes do Brasil e do exterior, continua crescendo guiado por Deus, iluminado pelo Espírito Santo e abençoado pela Rainha do Céu.

Os Novos Videntes
Já se passavam quase três meses da primeira aparição. A Fazenda Barro Vermelho recebera de um Sacerdote o nome de “Vale da Imaculada Conceição” e acolhia grande número de pessoas. Eram os vizinhos, padres, teólogos... O que cada vez mais modificava a vida tranqüila da família Xavier de Santana.
A Santa Igreja não se manifestava, prudente aguardava os acontecimentos que se tornavam cada vez mais freqüentes.
Na tarde de 08 de dezembro de 1987, numa quarta-feira - marcada pela Santíssima Virgem - cerca de 3.000 pessoas vieram ao local das aparições em busca dos sinais que o Céu daria naquele dia.
E durante a mensagem, as rosas mudavam de cor, as árvores balançavam e se dobravam ao chão. Outras davam frutos ou se enchiam de flores. Uma chuva molhou completamente todos que estavam os presentes, mas não molhava as crianças.
Após a mensagem, o sol brilhou fortemente e muitos tiveram visões. E inexplicavelmente, como em Fátima - Portugal, todos estavam com suas roupas secas e a terra totalmente enxuta.
A Santíssima Virgem esclareceu: “O grande sinal é Jesus na Eucaristia, o resto são presentes.”
O mais belo fenômeno sem dúvida é a conversão, a mudança de vida. Disse Nossa Senhora certa vez: “As mais belas coisas da vida não são vistas e nem tocadas, mas sentidas com o nosso coração.” E perguntou: “Onde estão muitos daqueles que presenciaram tantos sinais vindos do Céu? E os que se converteram?”
Os que se converteram ainda hoje vivem esta graça. Mas os que viram a graça somente com os olhos da carne, não as têm no coração.
Na noite de 14 de dezembro de 1987, a pedido da Santíssima Virgem, a família se reuniu para rezar com parentes e amigos na casa de Íris, em Piedade dos Gerais, e pela primeira vez Nossa Senhora apareceu fora da Fazenda Barro Vermelho.
Houve grandes e magníficas manifestações e sinais no céu e na terra. Muitos tiveram belíssimas visões.
No dia do aniversário do Sr. Antônio, o Céu lhe preparara um presente: o seu filho caçula, Antônio Augusto (Toninho), que nessa ocasião tinha 5 anos, Euclides (Digão) com 10 anos, Fabiana (prima dos demais) com 6 anos, receberam de Deus a graça de ouvir, ver e falar com a Santíssima Virgem. José Mário (irmão de Íris, primo dos demais) com anos via a sombra de Nossa Senhora e ouvia junto dos demais a angelical voz da Rainha do Céu, que deixara de transmitir as mensagens por meio da escrita.
Até então, a Marilda, a Juliana e a Íris transmitiam ao mesmo tempo a mensagem. Nesta noite, a Marilda recebeu do Céu a missão de Porta-Voz de Maria ao mundo.
Os 7 pequenos privilegiados: Marilda, Juliana, Íris, Fabiana, Toninho, Digão e José Mário, em êxtase, foram levados ao inferno, ao purgatório e ao Céu. Deus lhes confiou 7 segredos que ficarão guardados no silêncio de seus corações até que chegue o momento de serem revelados ao mundo.
Entre tantas maravilhas e hinos de louvor permaneceram juntos até o amanhecer.
Atualmente, Íris, José Mário, Fabiana, Euclides e Antônio Augusto não vêem mais Nossa Senhora, porém não são menos agraciados por Deus. Eles apenas vivem a sua vontade, que é a mais perfeita. Trazem em suas vidas lembranças divinas e celestes que jamais se apagarão em seus corações.






sábado, 22 de agosto de 2009

catolicismo




+ Deus, o pai
+ Jesus, o filho
+ Espírito Santo
A Bíblia
Igreja Cristãs


+ Igreja Católica

O catolicismo, do grego katholikos (καθολικος), com o significado de "geral" ou "universal", é um nome religioso aplicado a dois ramos do cristianismo. Em uso casual, quando as pessoas falam de "católicos" ou de "catolicismo", geralmente pretendem indicar os aderentes à Igreja Católica Apostólica Romana. No entanto, no seu sentido geral (sem o C maiúsculo), o nome é usado por muitos cristãos que acreditam que são os descendentes espirituais dos Apóstolos em vez de parte de uma sucessão apostólica física, como defendem os católicos romanos.
No seu sentido mais estreito, o termo é usado para referir a Igreja Católica Apostólica Romana, sob o Papado. Estas 23 igrejas sui iuris estão em comunhão total e afirmam ter mais de um bilhão de aderentes, o que as transforma na maior denominação cristã do mundo. As suas características distintivas são a aceitação da autoridade do Papa, o Bispo de Roma, e a comunhão com ele, e aceitarem a sua autoridade em matéria de "fé" e "moral" e a sua afirmação de "total, supremo e universal poder sobre toda a Igreja".
Esta denominação é frequentemente chamada Igreja Católica Apostólica Romana, muito embora o seu nome formal seja apenas "Igreja Católica".

Os Credos e o catolicismo
A palavra Católico surge nos principais credos (definições de fé semelhantes a preces) cristãos, nomeadamente no Credo dos Apóstolos e no Credo Niceno. Os cristãos da maior parte das igrejas, incluindo a maioria dos protestantes, afirmam a sua fé "numa única santa Igreja católica e apostólica". Esta crença refere-se à sua crença na unidade última de todas as igrejas sob um Deus e um Salvador. No entanto, neste contexto, a palavra católico é usada pelos crentes num sentido definitivo (i.e., universal), e não como o nome de um corpo religioso. Neste tipo de uso, a palavra é geralmente escrita com c minúsculo, enquanto que o C maiúsculo se refere ao sentido descrito neste artigo.

História e Influência
A igreja cristã primitiva foi organizada sob cinco patriarcas, os bispos de Jerusalém, Antióquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. O Bispo de Roma foi reconhecido pelos Patriarcas como "o primeiro entre iguais", embora o seu estatuto e influência tenha crescido quando Roma era a capital do império, com as disputas doutrinárias ou procedimentais a serem frequentemente remetidas a Roma para obter uma opinião. Mas quando a capital se mudou para Constantinopla, a sua influência diminuiu. Enquanto Roma reclamava uma autoridade que, segundo a Igreja Católica, lhe provinha de São Pedro (que, segundo a Igreja Católica Apostólica Romana, morreu em Roma e é considerado o primeiro papa e São Paulo, Constantinopla tornara-se a residência do Imperador e do Senado. Uma série de dificuldades complexas (disputas doutrinárias, Concílios disputados, a evolução de ritos separados e se a posição do Papa de Roma era ou não de real autoridade ou apenas de respeito) levaram à divisão em 1054 que dividiu a Igreja entre a Igreja Católica no Ocidente e a Igreja Ortodoxa no Leste (Grécia, Rússia e muitas das terras eslavas, Anatólia, Síria, Egipto, etc.). A esta divisão chama-se o Cisma do Oriente.
A grande divisão seguinte da Igreja Católica ocorreu no século XVI com a Reforma Protestante, durante a qual se formaram muitas das facções Protestantes.

Mundo católico
Ver artigo principal: Igreja Católica Apostólica Romana no mundo

Percentagem de católicos no mundo.
No cristianismo ocidental, as principais fés a se considerarem "Católicas", para além da Igreja Católica Apostólica Romana, são a a Velha Igreja Católica, a Igreja Católica Liberal, a Associação Patriótica Católica Chinesa, as Igrejas católicas brasileiras dissidentes e alguns elementos anglicanos (os "Anglicanos da Alta Igreja", ou os "Anglo-Católicos"). Estes grupos têm crenças e praticam rituais religiosos semelhantes aos do Catolicismo Romano, mas diferem substancialmente destes no que diz respeito ao estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.
As várias Igrejas não-calcedonianas e ortodoxas pensam em si próprias como igrejas Católicas no sentido de serem a Igreja universal. As Igrejas ortodoxas vêem geralmente os "Católicos" Latinos como cismáticos heréticos que saíram da "verdadeira Igreja católica e apostólica" (veja Grande Cisma). Os Patriarcas ortodoxos são hierarcas autocéfalos, o que significa, grosso-modo, que cada um deles é independente da supervisão directa de outro bispo (embora ainda estejam sujeitos ao todo do seu sínodo de bispos). Não estão em comunhão com o Papa e não reconhecem a sua reivindicação à chefia da Igreja universal enquanto instituição terrena.
Mas, nem todas as Igrejas orientais estão fora da comunhão católica. Existem também os chamados Católicos de rito oriental, cuja liturgia e estrutura hierárquica se assemelham à dos Ortodoxos, e que também permitem a ordenação de homens casados, mas que reconhecem o Papa Romano como chefe da sua igreja. Estes católicos orientais formam as chamadas Igrejas Orientais Católicas sui juris.
Alguns grupos chamam a si próprios católicos, mas esse qualificativo é questionável: por exemplo, a Igreja Católica Liberal, que se originou como uma dissensão da Velha Igreja Católica mas que incorporou tanta teosofia na sua doutrina que já pouco tem em comum com o Catolicismo Romano.

Catolicismo Romano
Ver artigo principal: Igreja Católica
Igreja Católica
A principal denominação Católica é a "Santa Igreja Católica Apostólica", melhor conhecida como "Santa Igreja Católica". Tem esse nome porque todos os seus aderentes estão em comunhão com o Papa e Bispo de Roma, e a maior parte das paróquias seguem o Rito Romano na prece, embora haja outros ritos litúrgicos.

Organização e Cargos da Igreja Católica Romana

Vista da Praça de São Pedro do topo da Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano
Ver artigo principal: Hierarquia católica
Estruturalmente, o Catolicismo Romano é uma das religiões mais centralizadas do mundo. O seu chefe, o Papa, governa-a desde a Cidade do Vaticano, um estado independente no centro de Roma, também conhecido na diplomacia internacional como a Santa Sé. O Papa é seleccionado por um grupo de elite de Cardeais, conhecidos como Príncipes da Igreja. Só o Papa pode seleccionar e nomear todos os cléricos da Igreja acima do nível e padre. Todos os membros da hierarquia respondem perante o Papa e a sua corte papal, chamada Cúria. Os Papas exercem o que é chamado Infalibilidade Papal, isto é, o direito de definir declarações definitivas de ensinamento Católico Romano em matérias de fé e moral. Na realidade, desde a sua declaração no Concílio do Vaticano I, em 1870, a infalibilidade papal só foi usada uma vez, pelo Papa Pio XII, nos anos 50.
A autoridade do Papa vem da crença de que ele é o sucessor directo de S. Pedro e, como tal, o Vigário de Cristo na Terra. A Igreja tem uma estrutura hierárquica de títulos que são, em ordem descendente:
Papa, o bispo de Roma e também Patriarca do Ocidente. Os que o assistem e aconselham na liderança da igreja são os Cardeais;
Patriarcas são chefes de algumas Igrejas Católicas Orientais sui juris. Alguns dos grandes arcebispos Católicos Latinos também são chamados Patriarcas; entre estes contam-se o Arcebispo de Lisboa e o Arcebispo de Veneza;
Bispo (Arcebispo e Bispo Sufragário): são os sucessores directos dos doze apóstolos. Receberam o todo das ordens sacramentais;
Padre (Monsenhor é um título honorário para um padre, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais): inicialmente não havia Padres per se. Esta posição evoluiu a partir dos Bispos suburbanos que eram encarregados de distribuir os sacramentos mas não tinham jurisdição completa sobre os fiéis.
Diácono
Existem ainda cargos menores: Leitor e Acólito (desde o Concílio Vaticano Segundo, o cargo de sub-diácono deixou de existir). As ordens religiosas têm a sua própria hierarquia e títulos. Estes cargos tomados em conjunto constituem o clero e no rito ocidental só podem ser ocupados, normalmente, por homens solteiros. No entanto, no rito oriental, os homens casados são admitidos como padres diocesanos, mas não como bispos ou padres monásticos; e em raras ocasiões, permitiu-se que padres casados que se converteram a partir de outros grupos cristãos fossem ordenados no rito ocidental. No rito ocidental, os homens casados podem ser ordenados diáconos permanentes, mas não podem voltar a casar se a esposa morrer ou se o casamento for anulado.
O Papa é eleito pelo Colégio dos Cardeais de entre os próprios membros do Colégio (o processo de eleição, que tem lugar na Capela Sistina, é chamado Conclave). Cada Papa continua no cargo até que morra ou até que abdique (o que só aconteceu duas vezes, e nunca desde a Idade Média).

Doutrinas distintivas
Ver artigo principal: Doutrina da Igreja Católica
A doutrina oficial da Igreja Católica é o conjunto de crenças oficiais professadas pela Igreja Católica acerca de diversos aspectos relativos a Deus, ao homem e ao mundo. Segundo a Igreja, essas verdades foram sendo reveladas por Deus através dos tempos (nomeadamente ao longo do Antigo Testamento), atingindo a sua plenitude em Jesus Cristo, considerado pelos católicos e cristãos como o Filho de Deus, o Messias e o Salvador do mundo e da humanidade. Mas, a definição e compreensão dessa doutrina é progressiva, necessitando por isso do constante estudo e reflexão da Teologia, mas sempre fiel à Revelação divina e orientada pelo Magistério da Igreja Católica. A doutrina Católica está expressa e resumida no Credo dos Apóstolos, no Credo Niceno-Constantinopolitano e, actualmente, no Catecismo da Igreja Católica e no seu Compêndio.

Entrada principal da Catedral de Notre-Dame em Paris.
Com estes estudos teológicos todos, a Igreja vai-se gradualmente instituindo os seus dogmas, que é a base da doutrina oficial, sendo o último dogma (o da Assunção da Virgem Maria) proclamado solenemente apenas em 1950. Para os católicos, um dos dogmas mais importantes é o da Santíssima Trindade, que, não violando o monoteísmo, professa que Deus é simultaneamente uno (porque, em essência, só existe um Deus) e trino (porque está pessoalizado em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que se estabelecem entre si uma comunhão perfeita). Estas 3 Pessoas eternas, apesar de possuirem a mesma natureza, "são realmente distintas". Logo, muitas vezes, certas actividades e atributos divinos são mais reconhecidas (mas não exclusivamente realizadas) em uma Pessoa do que em outra. Como por exemplo, a criação divina do mundo está mais associado a Deus Pai; a salvação do mundo a Jesus, Filho de Deus; e a protecção, guia, purificação e santificação da Igreja ao Espírito Santo [2].
A doutrina professa também a divindade de Jesus, que seria a segunda pessoa da Trindade, e que a nossa salvação deve-se, para além da graça divina, ao Seu supremo e voluntário Sacrifício e Paixão na cruz. Este tão grande sacrifício deveu-se à vontade e ao infinito amor de Deus, que quis salvar toda a humanidade. Além disso, é também fundamental para a salvação a adesão livre do crente à em Jesus Cristo e aos Seus ensinamentos, porque a nossa liberdade, como um dom divino, é respeitado por Deus, o nosso Criador. Esta fé leva à conversão das pessoas e à prática das boas obras (que nos afastam do pecado e nos ajudam a crescer na caridade), nomeadamente o acto de amar a Deus acima de todas as coisas (Mt 22,37) e também o de amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22,39). Estes dois actos virtuosos, juntamente com o acto de amar uns aos outros como Jesus nos ama (Jo 15,10), são justamente os mandamentos de Amor que Jesus deu aos seus discípulos e à humanidade. Estes mandamentos radicais constituem o resumo de "toda a Lei e os Profetas" do Antigo Testamento (Mt 22,40) [3].
Nas suas muitas pregações, Jesus Cristo ensinou, para além dos seus mandamentos de Amor, as bem-aventuranças e insistiu sempre «que o Reino de Deus está próximo» (Mt 10,7) e que Deus estava preparando a Terra para um novo estado de coisas. Anunciou também que quem quisesse fazer parte do Reino de Deus teria de nascer de novo, de se arrepender dos seus pecados, de se converter e purificar. Jesus ensinava também que o poder, a graça e a misericórdia de Deus era maior que o pecado e todas as forças do mal, insistindo por isso que o arrependimento sincero dos pecados e a em Deus podem salvar os homens [4]. Este misterioso Reino de Deus, que só se irá realizar-se na sua plenitude no fim do mundo, está já presente na Terra através da Igreja, que é o seu semente. A Igreja ensina que neste Reino, o Mal será inexistente e os homens salvos e justos, após a ressurreição dos mortos e o fim do mundo, passarão a viver eternamente em Deus, com Deus e junto de Deus.
Mais concretamente, a em Cristo (e em Deus) inclui a adesão do crente à doutrina por Ele revelada e transmitida pela Igreja, bem como ao conjunto de regras de vida propostas por essa mesma Igreja. Os católicos professam que a Igreja é o Corpus Mysticum, onde Cristo seria a Cabeça e eles (os fiéis) membros deste corpo único, inquebrável e divino. Este Corpo místico tem por função reunir toda a humanidade para o seu caminho de santificação, que tem o seu fim na vida eterna, na realização final do Reino de Deus e no alcance da santidade. A Igreja ensina também que os cristãos não-católicos também pertencem, apesar de um modo imperfeito, ao Corpo Místico, visto que tornaram-se uma parte inseparável Dele através do Baptismo.

[editar] Divergências com as outras Igrejas cristãs
Os pontos de vista católicos diferem dos ortodoxos em alguns pontos, incluindo a natureza do Ministério de S. Pedro (o Papado), a natureza da Trindade e o modo como ela deve ser expressa no Credo Niceno-Constantinopolitano, e o entendimento da salvação e do arrependimento. Os católicos divergem dos protestantes em vários pontos, incluindo a necessidade da penitência, o significado da comunhão, a composição do Cânone das Escrituras,a veneração de imagens, o culto e a crença em maria e nos santos como mediadora entre o homem e Jesus, o purgatório e o modo como se atinge a salvação:
Os protestantes acreditam que a salvação se atinge apenas através da fé e arrependimento, ao passo que os católicos acreditavam que a salvação também vinha por boas obras. Esta divergência levou a um conflito sobre a doutrina da justificação (na Reforma ensinava-se que "nós justificamos apenas pela fé"). O diálogo ecuménico moderno levou a alguns consensos sobre a doutrina da justificação entre os católicos e os luteranos, anglicanos e outros.

Mandamentos da Igreja
1- Participar da Missa inteira nos domingos e festas de guarda.
No Brasil os dias santos de guarda são:
Santa Maria, Mãe de Deus - 01 de janeiro
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) - data variável entre maio e junho:
Imaculada Conceição de Maria - 08 de dezembro
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - 25 de dezembro
Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo - Ocorre sempre entre 22 de março e 25 de abril.
2- Confessar-se ao menos uma vez por ano.
3- Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
4- Jejuar e abster-se de carne quando manda a Igreja.
Jejum: Quarta-feira de cinzas e Sexta-feira Santa.
Abstinência de carne: Quarta-feira de cinzas e sextas-feiras da quaresma.
5- Contribuir com o Dízimo segundo está escrito na Bíblia Sagrada. [5]

LITURGIA E PRECE
Ver artigo principal: Liturgia e Culto cristão
O acto de prece mais importante na Igreja Católica Romana é a liturgia Eucarística, normalmente chamada Missa. A missa é celebrada todos os domingos de manhã na maioria das paróquias Católicas Romanas; no entanto, os católicos podem cumprir as suas obrigações dominicais se forem à missa no sábado à noite. Os católicos devem também rezar missa cerca de dez dias adicionais por ano, chamados Dias Santos de Obrigação. Missas adicionais podem ser celebradas em qualquer dia do ano litúrgico, excepto na Sexta-feira Santa. Muitas igrejas têm missas diárias. A missa contemporânea é composta por duas partes principais: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. Durante a Liturgia da Palavra, são lidas em voz alta uma ou mais passagens da Bíblia, acto desempenhado por um Leitor (um leigo da igreja) ou pelo padre ou diácono. O padre ou diácono lê sempre as leituras do Evangelho e pode também ler de outras partes da Bíblia (burante a primeira, segunda, terceira, etc. leituras). Depois de concluídas as leituras, é rezada a homilia (que se assemelha ao sermão protestante) por um padre ou diácono. Nas missas rezadas aos domingos e dias de festa, é professado por todos os católicos presentes o Credo Niceno-Constantinopolitano, que afirma as crenças ortodoxas do catolicismo. Segue então a []Liturgia Eucarística]], que nada mais é do que a Missa em seu sentido estrito. Nela, o pão e o vinho oferecidos, segundo o dogma católico da transubstanciação, se tornam realmente o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.
O movimento de reforma litúrgica tem sido responsável nos últimos quarenta anos por uma convergência significativa das práticas predicamentais do Rito Latino com as das igrejas protestantes, afastando-as das dos outros ritos católicos, não-latinos. Uma característica dos novos pontos de vista litúrgicos tem sido um "regresso às fontes", que se diz que tem origem na redescoberta de antigos textos e práticas litúrgicas, bem como muitas práticas novas. As reformas litúrgicas pós-conciliares (pós-Vaticano II) incluem o uso da língua vernacular (local), uma maior ênfase na Liturgia da Palavra, e a clarificação do simbolismo. A característica mais visível das reformas é a postura do padre. No passado, o padre virava-se para o altar, de costas para a congregação. As reformas fizeram com que o padre se voltasse para o povo, separado dele pelo altar. Isto simboliza o desejo de que a missa se torne mais centrada nas pessoas. Há, todavia, críticos que não concordam com a natureza da mussa pós-Vaticano II (conhecida por vezes como Novus Ordo Missae). Em 2003 foi revelado que a Missa Tridentina pré-Vaticano II estava de novo a ser celebrada na Basílica de S. Pedro (embora não no altar principal) e que o Papa João Paulo II começou a celebrar Missas Tridentinas na sua capela privada no Palácio Apostólico, no Vaticano.

Sacramentos
Ver artigo principal: Sacramentos católicos
A prática da Igreja Católica consiste em sete sacramentos (veja também Sacramentos Católicos):
Baptismo,
Confissão,
Eucaristia,
Confirmação ou Crisma,
Sagrado Matrimónio,
Ordenação, e
Unção dos Enfermos.
Dentro da fé Católica, os sacramentos são gestos e palavras de Cristo que concedem graça santificadora sobre quem os recebe. O Baptismo é dado às crianças e a convertidos adultos que não tenham sido antes baptisados validamente (o baptismo da maior parte das igrejas cristãs é considerado válido pela Igreja Católica visto que se considera que o efeito chega directamente de Deus independentemente da fé pessoal, embora não da intenção, do sacerdote). A Confissão ou reconciliação envolve a admissão de pecados perante um padre e o recebimento de penitências (tarefas a desempenhar a fim de alcançar a absolvição ou o perdão de Deus). A Eucaristia (Comunhão) é o sacrifício de Cristo marcado pela partilha do Corpo de Cristo e do Sangue de Cristo que se considera que substituem em tudo menos na aparência o pão e o vinho utilizados na cerimónia. A crença católica romana de que pão e vinho são transformados no Corpo e no Sangue de Cristo chama-se transubstanciação. No sacramento da Confirmação, o presente do Espírito Santo que é dado no baptismo é "fortalecido e aprofundado" (veja o Catecismo da Igreja Católica, para. 1303) através da imposição de mãos e da unção com óleo. Na maior parte das igrejas de Rito Latino, este sacramento é presidido por um bispo e tem lugar no início da idade adulta. Nas Igrejas Católicas Orientais (ver abaixo) o sacramento da crisma é geralmente executado por um padre imediatamente depois do baptismo. As Ordens Sagradas recebem-se ao entrar para o sacerdócio e envolvem um voto de castidade. O sacramento das Ordens Sagradas é dado em três graus: o do diácono (desde Vaticano II um diácono permanente pode ser casado antes de se tornar diácono), o de padre e o de bispo. A unção dos doentes era conhecida como "extrema unção" ou "último sacramento". Envolve a unção de um doente com um óleo sagrado abençoado especificamente para esse fim e já não está limitada aos doentes graves e aos moribundos.

Organização por região
Ver artigo principal: Igreja particular
A Igreja Católica está presente em virtualmente todas as nações do planeta. Está organizada em hierarquias nacionais com bispos diocesanos sujeitos a arcebispos. Colégios, ou Conferências Nacionais, de bispos coordenam a política local dentro dos países ou de grupos de países.
A unidade geográfica e organizacional fundamental da Igreja Católica é a diocese (nas Igrejas Católicas do Oriente, a unidade equivalente chama-se eparquia). Esta corresponde geralmente a uma área geográfica definida, centrada numa cidade principal, e é chefiada por um bispo. A igreja central de uma diocese recebe o nome de catedral, da cátedra, ou cadeira, do bispo, que é um dos símbolos principais do seu cargo.. Dentro da diocese, o bispo exerce aquilo que é conhecido como um ordinário, ou seja, a autoridade administrativa principal. (As sedes de algumas ordens religiosas são semi-independentes das dioceses a que pertencem; o superior religioso da ordem exerce jurisdição ordinária sobre elas.) Embora o Papa nomeie bispos e avalie o seu desempenho, e exista uma série de outras instituições que governam ou supervisionam certas actividades, um bispo tem bastante independência na administração de uma diocese. Algumas dioceses, geralmente centradas em cidades grandes e importantes, são chamadas arquidioceses e são chefiadas por um arcebispo. Em grandes dioceses e arquidioceses, o bispo é frequentemente assistido por bispos auxiliares, bispos integrais e membros do Colégio dos Bispos que não chefiam a sua própria diocese. Arcebispos, bispos sufragários (designação frequentemente abreviada simplesmente para "bispos"), e bispos auxiliares, são igualmente bispos; os títulos diferentes indicam apenas que tipo de unidade eclesiástica chefiam. Muitos países têm vicariatos que apoiam as suas forças armadas (ver Ordinariato Militar).
Quase todas as dioceses estavam organizadas em grupos conhecidos como províncias, cada uma das quais era chefiada por um arcebispo. Embora as províncias continuem a existir, o seu papel foi substituído quase por completo por conferências de bispos, geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países. Estes grupos lidam com um vasto conjunto de assuntos comuns, incluindo a supervisão de textos e práticas litúrgicas para os grupos culturais e linguísticos da área, e as relações com os governos locais. A autoridade destas conferências para restringir as actividades de bispos individuais é, no entanto, limitada (os teólogos tradicionais consideram esta autoridade basicamente irrestrita). As conferências de bispos começaram a surgir no princípio do século XX e foram oficialmente reconhecidas no Concílio Vaticano Segundo, no documento Christus Dominus.
O Colégio dos Cardeais é o conjunto dos bispos católicos romanos que são conselheiros especiais do Papa. Qualquer padre pode ser nomeado Cardeal, desde que se "distinga em fé, moral e piedade". Se um cardeal que ainda não tiver sido ordenado bispo for eleito Papa, deverá receber a ordenação episcopal mais tarde. (ver a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis [6]). Todos os cardeais com menos de 80 anos têm o direito de eleger um novo papa depois da morte do seu predecessor. Os cardeais eleitores são quase sempre membros do clero, mas no entanto o Papa concedeu no passado a membros destacados do laicado católico (por exemplo, a teólogos) lugares de membro do Colégio, após ultrapassarem a idade eleitoral. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela (e daí a classificação em bispo cardeal, padre cardeal e diácono cardeal) em Roma para fazer dele membro do clero da cidade. Muitos dos cardeais servem na cúria, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais que não são residentes em Roma são bispos diocesanos.
As dioceses são divididas em distritos locais chamadas paróquias. Todos os católicos devem frequentar e suportar a sua igreja paroquiana local. Ao mesmo tempo que a Igreja Católica desenvolveu um sistema elaborado de governo global, o catolicismo de dia a dia é vivido na comunidade local, unida em prece na paróquia local. As paróquias são em grande medida auto-suficientes; uma igreja, frequentemente situada numa comunidade pobre ou em crescimento, que é sustentada por uma diocese, é chamada "missão".
A Igreja Católica Romana sustenta muitas ordens (grupos) de monges e freiras que são principalmente não-padres que vivem vidas especialmente devotadas a servir Deus. São pessoas que se juntaram sob um determinado sistema a fim de atingir a perfeição e a virtude. Estes sistemas por vezes implicam a separação do mundo para meditar, outras a participação excepcional no mundo, frequentemente através da prestação de serviços médicos ou educacionais. Quase todos os monges e freiras tomam votos de pobreza (nenhuma ou limitada posse de propriedade ou dinheiro), castidade (nenhuma utilização dos órgãos sexuais) e obediência (aos seus superiores).

Igrejas sui juris e os seus ritos litúrgicos
Ver artigo principal: Igreja particular sui juris
A Igreja Católica é uma comunhão de 24 Ritos autónomos (sui juris) em comunhão completa uns com os outros e em união com o Papa na sua qualidade de Sumo Pontífice da Igreja Universal (apelidade "Pontífice de Roma" na lei canónica). O Papa, na sua qualidade de Patriarca de Roma (ou Patriarca do Ocidente) é também o chefe da maior das Igrejas sui juris, a Igreja Latina (popularmente conhecida como "Igreja Católica Romana"). As restantes 23 Igrejas sui juris, conhecidas colectivamente como "Igrejas Católicas do Oriente", são governadas por um hierarca que ou é um Patriarca, ou um Arcebispo Principal, ou um Metropolita. A Cúria Romana administra quer as igrejas orientais, quer a igreja ocidental. Devido a este sistema, é possível que um católico esteja em comunhão completa com o Pontífice de Roma sem ser um católico romano.
As Igrejas sui juris utilizam uma das seis tradições litúrgicas tradicionais (que emanam de Sés tradicionais de importância histórica), chamadas Ritos. Os ritos principais são o Romano, o Bizantino, o de Antióquia, o Alexandrino, o Caldeu e o Arménio (existem ainda dois Ritos Ocidentais menores, o Rito Ambrosiano e o Rito Moçárabe). O Rito Romano, usado pela Igreja Latina, é dominante em grande parte do mundo, e é usado pela vasta maioria dos católicos (cerca de 98%). Antigamente havia muitos ritos ocidentais menores, que foram substituídos pelo Rito Romano pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento.
Historicamente, o Santo Sacrifício da Missa no Rito Romano (a "Missa Tridentina") era conduzido inteiramente em Latim eclesiástico, mas no Concílio Vaticano Segundo, no início dos anos 60, foi promulgada uma nova versão da Missa (Novus Ordo Missae), que é celebrada na língua vernacular (local). O serviço correspondente das Igrejas Católicas orientais, a Liturgia Divina, é conduzido em várias línguas litúrgicas, segundo o Rito e a Igreja: as Igrejas de Rito Bizantino usam o grego, o eslavónico, o árabe, o romeno e o georgiano, as igrejas de Ritos Antioquiano e Caldeu usam o siríaco, a Igreja de Rito Arménio usa o arménio e as Igrejas de Rito Alexandrino usam o copta e o ge'ez.

Renovação Carismática
A Renovação Carismática Católica (RCC) é um movimento católico surgido nos Estados Unidos em meados da década de 1960. Ele é voltado para a experiência pessoal com Deus, particularmente através do Espírito Santo e dos seus dons. Esse movimento busca dar uma nova abordagem às formas de evangelização e renovar práticas tradicionais dos ritos e da mística católicos. O movimento carismático católico foi influenciado em seu nascimento pelos movimentos pentecostais de origem protestante e até hoje esses dois grupos se assemelham em vários aspectos. No Brasil, o movimento tomou força através da Canção Nova, Comunidade de Vida e Aliança criada pelo então Padre Jonas Abib (hoje Monsenhor) na cidade de Cachoeira Paulista para dar uma nova abordagem a temas polêmicos e morais e renovar conceitos já antigos da religião católica. Esse movimento ganhou força em meados dos anos 90 e já responde sozinho por grande parte dos católicos frequentantes no país. Possui um canal de televisão chamado Canção Nova e é presidido pelo Padre Jonas Abib.



Anglo-Catolicismo
Ver artigo principal: Anglo-catolicismo
O Anglo-Catolicismo, sendo embora uma única igreja, está na prática dividido em dois ramos, os "Anglicanos da Alta Igreja", também chamados Anglo-Católicos e os "Anglicanos da Baixa Igreja", também conhecidos como a facção Evangélica. Embora todos os elementos da Comunhão Anglicana recitem os mesmos credos, os Anglicanos da Baixa Igreja tratam a palavra Católico no credo como um mero sinónimo antigo para universal, ao passo que os Anglicanos da Alta Igreja a tratam como o nome da igreja de Cristo à qual pertencem eles, a Igreja Católica Romana, e outras igrejas da Sucessão Apostólica.
O Anglo-Catolicismo tem crenças e pratica rituais religiosos semelhantes aos do Catolicismo Romano. Os elementos semelhantes incluem a crença em sete sacramentos, a crença na Transubstanciação e não na Consubstanciação, a devoção à Virgem Maria e aos santos, a descrição do seu clero ordenado como "padres", o vestir vestimentas próprias na liturgia da igreja, e por vezes até mesmo a descrição das suas celebrações Eucarísticas como Missa. A sua principal divergência do Catolicismo Romano reside no estatuto, poder e influência do Bispo de Roma.
O desenvolvimento da ala Anglo-Católica do Anglicanismo teve lugar principalmente no Século XIX e está fortemente associado ao Movimento de Oxford. Dois dos seus líderes, John Henry Newman e Henry Edward Manning, ambos ordenados cléricos anglicanos, acabaram por aderir à Igreja Católica Romana e por se tornarem Cardeais.
Embora o termo Catolicismo seja geralmente usado para designar o Catolicismo Romano, muitos Anglo-Católicos usam-no para se referirem também a si próprios, como parte da Igreja Católica geral (e não apenas Romana). Na verdade, algumas igrejas anglicanas, como a Catedral de St. Patrick em Dublin ou a "Catedral Nacional" da Igreja da Irlanda (anglicana), referem-se a si próprias como parte da "Comunhão Católica" e como "Igrejas Católicas" em anúncios dentro e em torno delas.

³ Tecnicamente, cada diocese opera independentemente das suas vizinhas, ao passo que as ordens religiosas de cada diocese não respondem ao bispo local nem se encontram sob o seu controlo. Consequentemente, as suspeitas sobre o comportamento de padres seculares (os que pertencem a uma diocese) nem sempre são transmitidas às outras dioceses ou a hospitais e escolas geridos pelas ordens religiosas, ao passo que os abusos dos padres religiosos (padres pertencentes a uma ordem religiosa) nem sempre eram transmitidos pela ordem respectiva às dioceses e às suas escolas. O exemplo mais notório destes factos envolveu o Frei Brendan Smyth, um padre da Ordem Norbertina na irlanda, cujas actividades (conhecidas desde 1945) não foram relatadas ao clero diocesano e muito menos à polícia. Em 1994, Brendan Smyth deu-se como culpado de uma amostra de 17 acusações de abuso sexual de crianças em Belfast, retirada de uma lista muito maior. Várias dioceses, o Cardeal Arcebispo de Armagh e a ordem de Smyth culparam-se uns aos outros publicamente, sem assumir as suas próprias responsabilidades, pelo falhanço em pôr travão a Smyth ao longo de 47 anos.